Detalhes do artigo
Em 10 de agosto, a Arabian Drilling reportou receitas de 1 586,3 milhões de riais sauditas (SAR) no primeiro semestre de 2026, menos 10,6% do que no período comparável. O EBITDA caiu 21% para 539,7 milhões de SAR, com uma margem de 34%. A empresa saudita registou um prejuízo líquido de 24,5 milhões de SAR, face a um lucro líquido de 82,7 milhões um ano antes. Estes valores abrangem os seis meses terminados em junho, não as operações do verão subsequente.
A repartição trimestral mostra sentidos diferentes nas atividades terrestres e offshore. As receitas do segundo trimestre foram de 764,7 milhões de SAR, contra 821,6 milhões no primeiro trimestre. As receitas offshore desceram de 273 milhões para 171,3 milhões de SAR, enquanto as receitas terrestres subiram de 548,6 milhões para 593,4 milhões. A melhoria terrestre compensou parcialmente a descida offshore, sem eliminar a redução trimestral global.
No final de junho, a empresa reportou 43 sondas ativas e uma taxa de utilização de 71,7%. A carteira de encomendas era de 11,83 mil milhões de SAR. A carteira representa negócios futuros contratados e não pode ser tratada como receita já reconhecida. O relatório indicou ainda que três sondas anteriormente suspensas tinham regressado até 1 de agosto, já depois do período financeiro. O seu regresso não deve ser incluído retroativamente no retrato operacional de junho.
Para a análise do mercado de perfuração, os resultados relacionam a atividade da frota com receitas e resultados dos segmentos, não constituindo uma previsão de produção dos poços. A empresa esperava um crescimento das receitas de 4–6% no terceiro trimestre face ao trimestre anterior, mas esse valor era uma orientação quando foi publicado. A comparação posterior com essa perspetiva exigirá divulgações operacionais e financeiras efetivas. Nem a carteira de encomendas nem o regresso das sondas, por si só, determinam quantos poços foram concluídos ou quanto petróleo foi produzido.