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A BP PLC confirmou que a sua campanha exploratória marítima no Brasil identificou a presença de hidrocarbonetos no bloco de exploração em águas profundas de Tupinambá. A constatação foi oficialmente comunicada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP. As atividades de perfuração estão em andamento no poço 1-BP-14-SPS, situado a cerca de 275 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, sob uma lâmina d'água ultraprofunda de 2.343 metros, representando um marco relevante para os ativos da BP no polígono do pré-sal da Bacia de Santos.
O poço exploratório encontrou intervalos portadores de hidrocarbonetos durante a avaliação da seção pós-sal. As operações de perfuração continuam em andamento para alcançar horizontes geológicos mais profundos, tendo como objetivo técnico prioritário os reservatórios carbonáticos do pré-sal situados abaixo da espessa camada de sal regional. Ferramentas modernas de perfilagem durante a perfuração e testes de formação estão sendo utilizadas para caracterizar pressões, saturação e permeabilidade da rocha-reservatório.
O bloco de exploração de Tupinambá foi adquirido em dezembro de 2023 durante o 2º Ciclo da Oferta Permanente da ANP sob regime de partilha de produção. O contrato de partilha é gerido pela Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA). A BP atua como operadora com 50 por cento de participação, enquanto a Shell detém os 50 por cento restantes sujeitos a ratificações finais. Esse consórcio reflete um expressivo investimento de capital na exploração de fronteiras marítimas no Atlântico Sul.
Após o término das operações no poço de Tupinambá, a BP prevê desmobilizar o navio-sonda Transocean Deepwater Mykonos para o bloco Bumerangue, localizado na porção sul da Bacia de Santos, dando início a uma campanha de delimitação. O cronograma operacional reforça o investimento continuado da BP no setor offshore brasileiro, promovendo a reposição de reservas por meio de projetos de águas profundas de elevado retorno econômico.