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A Eni SPA anunciou a retomada formal das atividades operacionais de produção no campo terrestre de petróleo pesado Junín-5, localizado na Faixa Petrolífera do Orinoco, na Venezuela. As operações em campo tiveram início menos de dois meses após a assinatura formal do Contrato de Participação Produtiva de Hidrocarbonetos firmado em 2 de setembro de 2026. Sob os termos regulatórios estabelecidos, a Eni atua como operadora única com plenas atribuições técnicas, operacionais, financeiras e comerciais, aplicando técnicas modernas de engenharia de reservatórios e recuperação de óleo pesado.
O escopo operacional imediato prioriza a intervenção em poços existentes e a recuperação da infraestrutura de superfície instalada. Equipes de engenharia estão mobilizando sondas de intervenção para reativar poços paralisados e modernizar linhas de coleta, estações de bombeamento multifásico e redes elétricas. A Fase 1 do plano de desenvolvimento estabelece uma trajetória para elevar a extração do campo para aproximadamente 200 mil barris por dia até 2028, combinando recondicionamento de poços, métodos de elevação artificial e a perfuração de novos poços produtores.
Paralelamente às iniciativas terrestres de óleo pesado, a Eni reafirmou seus compromissos no segmento de gás natural marítimo por meio da Cardón IV, joint venture formada em partes iguais de 50 por cento entre a Eni e a Repsol. A Cardón IV opera o campo de Perla no Golfo da Venezuela, o maior campo de gás offshore descoberto na América Latina. O consórcio celebrou recentemente um Acordo de Sustentabilidade focado em garantir a segurança do fornecimento de gás para a geração termelétrica nacional e viabilizar condições para futuras exportações de gás liquefeito.
A atuação da Eni na Venezuela reflete uma gestão integrada de recursos que equilibra o desenvolvimento de petróleo pesado e a estabilidade do abastecimento de gás natural. O gás natural offshore supre a demanda do sistema elétrico local, enquanto a recuperação de Junín-5 fortalece a oferta de óleo e as receitas de exportação. A operadora executará o cronograma de investimentos com foco em parâmetros ambientais rigorosos, priorizando a minimização da queima de gás e a eficiência energética nas instalações de processamento.