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Empreiteiras de obras públicas da França relataram nova deterioração da confiança empresarial em outubro, segundo a pesquisa trimestral publicada em 23 de outubro pelo instituto nacional de estatística INSEE. O saldo de opinião sobre as carteiras de pedidos caiu a −53, ante −49 em julho e −38 em abril. O INSEE informou que é a leitura mais baixa desde abril de 2016. O saldo sintetiza avaliações das empresas; não conta pedidos nem mede o valor das obras concluídas.
As respostas também indicaram atividade fraca. O saldo referente à atividade nos três meses anteriores ficou em −45 em outubro, depois de −37 em julho e −29 em abril. O saldo de atividade esperada para os três meses seguintes recuou ligeiramente para −44, ante −43. Ambos permaneceram bem abaixo das médias de longo prazo. Como a pesquisa pergunta aos gestores se as condições melhoram ou pioram, um saldo negativo não significa que a atividade tenha caído naquela porcentagem.
Os resultados variaram por tipo de cliente. O saldo das carteiras de clientes do setor público foi −64, ante −60 em julho; o de clientes privados foi −51, ante −40. A expectativa de atividade para clientes públicos subiu de −53 para −50, enquanto a expectativa para o setor privado caiu de −33 para −38. O INSEE observa que os saldos por cliente podem diferir do total porque algumas empresas não conseguem separar os projetos por tipo de cliente.
A falta de demanda foi a restrição mais citada: 64% dos entrevistados disseram que ela limita a produção, ante 56% em julho e 53% em abril. Em contraste, a parcela que citou falta de mão de obra caiu para 12%, de 20% em julho. Condições meteorológicas foram mencionadas por 11%, ante 33%. Essas parcelas de respostas têm ajuste sazonal e descrevem obstáculos informados pelas empresas; não representam a proporção de projetos atrasados ou cancelados.
As perspectivas de emprego continuaram fracas, mas melhoraram um pouco: o saldo sobre a evolução esperada do quadro de pessoal subiu para −17, de −19 em julho. O saldo de atrasos de pagamento recuou de 33 para 28, aproximando-se da média de longo prazo. A incerteza econômica percebida aumentou pelo sexto trimestre consecutivo, chegando a 53, o maior valor da série iniciada em 2021. Esse saldo de incerteza não é ajustado sazonalmente, ao contrário de vários indicadores da tabela.
A publicação do INSEE reúne a pesquisa do instituto e dados da Federação Nacional de Obras Públicas da França (FNTP). Ela descreve o sentimento dos empreiteiros em outubro e suas expectativas para os três meses seguintes, mas não é uma medida oficial de obras concluídas, gastos ou emprego. A tabela também mostra uma queda prolongada dos saldos de atividade desde janeiro de 2026. Uma pesquisa posterior será necessária para verificar se as expectativas de outubro se confirmam; este comunicado, por si só, não comprova a produção futura nem explica as causas da fraqueza da demanda.
Como referência, o saldo médio de longo prazo das carteiras de pedidos é −24, enquanto o valor de outubro foi −53. A comparação situa as opiniões empresariais diante do histórico, mas não mede uma perda monetária em euros nem o volume físico de trabalho. As séries de clientes públicos e privados têm médias próprias de longo prazo.