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O conselho de administração da Eni aprovou em 22 de outubro os resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses de 2026; a empresa publicou o comunicado na manhã seguinte. O grupo reportou produção subjacente de exploração e produção de 1,83 milhões de barris de petróleo equivalente por dia no terceiro trimestre, 7% acima do ano anterior e 2% acima do trimestre precedente. A empresa atribuiu o crescimento anual ao aumento da produção de projetos na África Ocidental, ao largo do México e na Noruega, e à contribuição durante todo o trimestre da joint venture Searah. São números reportados pela empresa, não a produção doméstica italiana, pois a Eni opera em vários países.

O comunicado indicou EBIT ajustado pro forma de €6 mil milhões no trimestre, o dobro do terceiro trimestre de 2025, e lucro líquido ajustado de €2,8 mil milhões, mais do dobro em termos anuais. Exploração e produção contribuiu €4,63 mil milhões de EBIT ajustado pro forma, uma subida de 76%. Gás, eletricidade e gestão de carteira reportaram €450 milhões, enquanto a refinação registou €730 milhões. A Enilive, atividade de biocombustíveis e mobilidade, reportou €410 milhões; a Plenitude, retalho e renováveis, €190 milhões. A atividade química Versalis registou um prejuízo de €180 milhões. Estes são indicadores ajustados da Eni, não uma única rubrica de lucro estatutário; os documentos da empresa definem os ajustes e perímetros.

Nos primeiros nove meses, a Enilive e a Plenitude somaram EBITDA ajustado de €1,8 mil milhões, mais 20% em termos anuais. A Eni reportou fluxo de caixa operacional antes de variações do fundo de maneio de €4,29 mil milhões no terceiro trimestre e investimento orgânico de €1,3 mil milhões. A dívida líquida era €6,7 mil milhões no fim do trimestre e a alavancagem pro forma era 9%. A empresa disse ainda ter recebido durante o trimestre uma contribuição de €1,8 mil milhões de uma parceria de longo prazo relativa a uma carteira de ativos de exploração e produção ligada a infraestruturas. Os valores descrevem a situação financeira da Eni, não a produção ou o investimento de todo o sistema energético italiano.

A Eni reviu as suas perspetivas para 2026. Elevou para 6–7% o crescimento anual previsto da produção subjacente de petróleo e gás e projetou fluxo de caixa operacional antes do fundo de maneio de €16,5 mil milhões no cenário indicado. Manteve o investimento bruto previsto em €7 mil milhões e prevê investimento líquido abaixo de €4,5 mil milhões. O cenário inclui pressupostos de Brent a $95 por barril, margem de refinação e preço do gás europeu; os resultados reais podem divergir quando as condições de mercado mudarem. A empresa elevou o programa de recompra de ações de 2026 para €3,8 mil milhões e anunciou um dividendo extraordinário de €0,46 por ação, cerca de €1,3 mil milhões no total, previsto para dezembro. São decisões do conselho com base na política e perspetivas da Eni, não um subsídio público à energia.

O comunicado também descreve projetos fora de Itália. A Eni disse ter assinado acordos com a PDVSA da Venezuela sobre o campo petrolífero Junin 5 e a exportação de gás do campo Perla. A primeira fase de um projeto integrado de GNL na Argentina tem como meta capacidade de exportação de 12 milhões de toneladas por ano. A empresa também referiu atividades de exploração e acordos de farm-out na Indonésia e no Uruguai. São acordos comerciais, metas de projetos e medidas de carteira descritos pela Eni; não significam que tenha sido tomada a decisão final de investimento nem que a capacidade prevista de GNL esteja a operar. Os resultados são uma perspetiva da empresa e não devem ser generalizados a todo o setor de petróleo e gás.