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A Agência Internacional de Energia publicou Eletrificação em 22 de setembro de 2026. Situa a eletricidade em cerca de 23% do consumo final de energia em 2025 e estima que as oportunidades competitivas atuais poderiam elevar essa parcela para 33%, mantendo as restantes condições. Um cenário distinto de elevada eletrificação chega a 35% em 2035. São casos analíticos diferentes, não resultados futuros observados.
A diferença entre energia comprada e serviço útil é central para o aquecimento. O relatório descreve bombas de calor com relação típica de saída para entrada entre três e cinco, enquanto uma caldeira converte menos que toda a energia do combustível em calor útil. Um preço elétrico superior por quilowatt-hora entregue não demonstra, por si só, uma fatura superior.
Num cálculo explicitamente ilustrativo, suponha-se eletricidade a 120 USD/MWh, gás a 45 USD/MWh, coeficiente sazonal de desempenho de 3 e eficiência da caldeira de 90%. O custo apenas energético do calor útil é de 40 USD/MWh para a bomba e 50 USD/MWh para a caldeira. Estes preços supostos não são tarifas observadas em outubro; equipamentos, rede, manutenção e impostos ficam excluídos.
Com o mesmo preço de gás e eficiência da caldeira, o preço elétrico de equilíbrio é 150 USD/MWh. O desempenho sazonal real deve refletir clima, temperatura de alimentação, descongelação e auxiliares. Uma média anual favorável também não comprova a capacidade do circuito local para servir a ponta simultânea no frio.
As equipas de compras devem comparar tarifas datadas, procura térmica medida e garantias dos fornecedores. Financiamento, instalação e reforço da rede podem superar a vantagem operacional. O relatório permite estudar oportunidades; não substitui o cálculo de investimento específico do local.