Análise
O comunicado da Petrobras de 30 de setembro sobre Codajás descreve logística preventiva para a queda dos rios, com armazenamento adicional em Coari e navios dedicados apoiando entregas e escoamento da produção de Urucu. Fornece contexto de planejamento, não as entradas numéricas abaixo. Nem esses arranjos nem a capacidade de um navio revelam vazão real contemporânea ou autonomia. Uma capacidade publicada não pode substituir uma taxa diária de chegada observada.
Considere um sistema independente e hipotético de líquido equivalente com uma única base coerente em metros cúbicos. O estoque físico inicial I0 é 5.000 m³; a reserva de segurança protegida R é 1.000 m³. Apenas 4.000 m³ são utilizáveis antes do limiar. Suponha demanda d de 1.000 m³/dia e chegadas líquidas a de 800, 600 ou 400 m³/dia. O balanço é I(t)=I0+(a−d)t, com tempo em dias e perdas supostas nulas.
Quando as chegadas são inferiores à demanda, o tempo até a reserva é (I0−R)/(d−a). Os casos dão 20, 10 e aproximadamente 6,67 dias. São tempos até atingir 1.000 m³ físicos, não até esvaziar o tanque. Se as mesmas taxas continuassem e a reserva protegida fosse consumida, o estoque total acabaria após 25, 12,5 e aproximadamente 8,33 dias. Consumir a reserva muda a política operacional; não aumenta o buffer inicial.
Chegadas e retiradas devem descrever o mesmo sistema, base de produto e período observado. O exemplo não soma toneladas de GLP a metros cúbicos de petróleo nem líquidos a volumes de gás; não supõe densidade ou conversão e não representa carga de Codajás. Taxas constantes ignoram entregas aleatórias, atrasos de navegação e descarga descontínua de navios. Se a for pelo menos d, o modelo sem perdas não tem tempo finito de redução até o limiar inferior. Dados reais exigiriam fluxos alinhados, estoque inicial e incerteza para estimar uma margem operacional.
Preservar um buffer pode apoiar a continuidade do serviço, mas o modelo não apresenta evidência do valor econômico de evitar interrupção. Manter estoque pode imobilizar capital e gerar custos de manuseio, armazenamento ou perdas; os valores dependem de preços, financiamento, instalações e características reais do produto, desconhecidos aqui. Seria injustificado atribuir lucro ou VPL de projeto a esses dias. Autonomia é um cálculo condicional de estoque e fluxo, não previsão; transporte resiliente não prova por si só crescimento da produção de poços. O horizonte ilustrativo é uma indicação de planejamento, não cronograma futuro validado.