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A Eni anunciou a decisão final de investimento para o desenvolvimento do gás Cronos ao largo de Chipre a 28 de julho de 2026. A empresa opera o Bloco 6 com uma participação de 50%, juntamente com a TotalEnergies. O primeiro gás é esperado em 2028. A decisão constitui um marco de investimento; não significa que o campo em águas profundas já esteja a produzir nem que os volumes de exportação planeados tenham sido entregues.
A Eni reportou mais de três biliões de pés cúbicos de gás inicialmente in situ em Cronos. O gás inicialmente in situ não equivale a reservas recuperáveis e as duas medidas não devem ser confundidas. Espera-se um patamar de produção de 500 milhões de pés cúbicos padrão por dia. Trata-se de uma previsão de desenvolvimento, não de uma média operacional medida num campo produtor concluído.
O gás deverá seguir para as instalações existentes de Zohr, no Egito, para processamento e depois para a unidade de GNL de Damietta para liquefação e exportação, sobretudo para a Europa. A Eni declarou uma participação de comercialização de 50% dos volumes de GNL, equivalente a 1,4 milhões de toneladas por ano. Os acordos abrangem a utilização da infraestrutura egípcia e a comercialização. Estes compromissos ligam o projeto a montante a uma rota de exportação sem definir uma nova contagem de poços.
Para a análise da indústria de poços, o anúncio fornece parceiros, terminologia de recursos, a etapa de decisão de investimento e uma meta de produção. Não divulga coordenadas exatas dos poços, calendários individuais de perfuração nem o orçamento final do projeto. Serão necessárias atualizações sobre construção dos poços e infraestrutura para avaliar o cumprimento da meta do primeiro gás. Distinguir a decisão, a estimativa de gás in situ e o patamar previsto impede que a aprovação seja apresentada como produção atual ou gás já recuperado.