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A Foremost Clean Energy Ltd. anunciou resultados técnicos do programa de modelagem geofísica e eletromagnética no projeto de urânio Murphy Lake, no bordo leste da Bacia de Athabasca, Saskatchewan. O imóvel compreende 6.100 hectares a 30 quilômetros a noroeste da usina McClean Lake da Orano e a cinco quilômetros ao sul do depósito Hurricane da ISO Energy.
A inversão de dados eletromagnéticos e gravimétricos mapeou três corredores condutores contínuos no embasamento somando mais de sete quilômetros. Os condutores coincidem com lineamentos em gnaisses pelíticos e anomalias gravimétricas negativas decorrentes de intensa alteração hidrotermal em argilas acima da discordância.
Sondagens históricas avaliaram apenas alvos regionais rasos, interceptando até 0,18 por cento de U3O8 associado a boro, cobalto e níquel. A remodelagem geofísica comprova que os poços antigos não testaram as raízes das falhas grafitosas no embasamento cristalino.
A diretoria executiva afirmou que Murphy Lake constitui oportunidade de exploração pronta para sondagem no polo de urânio de Athabasca Oriental. A espessura rasa de arenitos (150 a 220 metros) viabiliza campanhas de perfuração de baixo custo. A Foremost protocolou pedidos de licença para perfurar 10 poços somando 3.500 metros em 2027.
A Foremost Clean Energy afirmou que a campanha de perfuração em Murphy Lake fornece validação estrutural crítica para a mineralização de urânio associada a discordâncias ao longo da prolífica margem leste da Bacia de Athabasca. As perfurações diamantadas sistemáticas interceptaram com sucesso unidades condutoras pelíticas grafíticas que exibem alteração hidrotermal favorável e radioatividade de fundo elevada. As amostras de testemunho estão sendo enviadas com segurança para laboratórios geoquímicos certificados em Saskatoon para análise sob rigorosos protocolos.