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O Ministério da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita iniciou a concorrência pública de sua sexta rodada de licenciamento exploratório mineral, disponibilizando seis áreas promissoras no Escudo Árabe. A área total engloba cerca de 4.200 quilômetros quadrados nas províncias de Meca, Asir e Riad. Os alvos prioritários contemplam metais básicos e nobres fundamentais para a transição energética, especialmente cobre e zinco em sulfetos maciços vulcanogênicos, ouro orogênico e metais raros.

O modelo de outorga segue a Lei de Investimento Mineral atualizada, estruturada para oferecer segurança jurídica, leilões ágeis e estímulos fiscais. Os concessionários vencedores terão isenção de tarifas alfandegárias para maquinário, royalties indexados à margem operacional e acesso à Base de Dados Geológica Nacional do Serviço Geológico Saudita, que conta com mais de 180.000 quilômetros de levantamentos aerogeofísicos.

Grandes mineradoras globais e grupos industriais locais foram convidados para a etapa de pré-qualificação técnica e socioambiental. O certame está integrado ao plano Vision 2030, que prevê elevar a contribuição do setor mineral ao PIB para mais de 64 bilhões de dólares anuais, consolidando a mineração como o terceiro esteio da economia do Reino.

Autoridades do ministério salientaram que verticalizar a cadeia de minerais críticos é indispensável para fornecer matéria-prima a polos de veículos elétricos e usinas de hidrogênio. A entrega de propostas na pré-qualificação termina ao final de dezembro de 2026, com a homologação final dos blocos prevista para o segundo trimestre de 2027.