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A Sonangol E.P. e o grupo empreiteiro anunciaram o início formal de uma campanha de perfuração de adensamento em águas profundas no Bloco 14, localizado a cerca de 100 quilômetros da costa de Cabinda em lâminas d'água de 200 a 1.500 metros. A concessão é operada pela Cabinda Gulf Oil Company, subsidiária da Chevron, com 31 por cento, em parceria com a Sonangol P&P (20 por cento), Eni Angola (20 por cento), TotalEnergies (20 por cento) e Galp Energia (9 por cento).

A campanha emprega um navio-sonda de sétima geração com posicionamento dinâmico para perfurar cinco poços produtores submarinos e três injetores de água em arenitos turbidíticos do Mioceno. Dados sísmicos 4D de nós de fundo oceânico guiaram o direcionamento dos poços para reservatórios não drenados. O projeto visa mitigar o declínio produtivo adicionando estimados 32.000 barris por dia de óleo leve até o fim de 2027.

As especificações contemplam árvores de natal submarinas de 10.000 psi, dutos flexíveis termicamente isolados e bombas multifásicas interligadas à plataforma Benguela-Belize. O gás associado será escoado para o terminal Angola LNG no Soyo, eliminando a queima rotineira em tocha conforme as diretrizes ambientais angolanas.

A Sonangol afirmou que revitalizar blocos maduros no offshore é o caminho mais eficiente para sustentar a extração nacional acima de 1,1 milhão de barris diários. Os parceiros destinaram pacotes de fabricação aos estaleiros Sonamet e Petromar em Lobito e Ambriz para fomentar o conteúdo local e gerar empregos.