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O ministro britânico de Energia Local e Empregos, Martin McCluskey, apresentou a justificativa do governo para expandir redes de calor em discurso feito em Sheffield em 22 de outubro e publicado no dia 23. Na conferência da Associação para Energia Descentralizada, ele descreveu a tecnologia como forma de aproveitar calor local recuperável e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. A fala apresentou objetivos e trabalhos em andamento, sem anunciar uma nova lei ou uma implantação nacional concluída.
McCluskey reiterou a meta de as redes atenderem 7% da demanda de calor da Inglaterra nos próximos dez anos, aproximadamente o dobro do nível atual, e um quinto até 2050. São ambições do governo, não resultados medidos. Ele citou projetos em Seaham Garden Village, na Universidade de Lancaster e em Hammersmith como exemplos que começaram a fornecer calor ou devem fazê-lo em breve. O discurso não apresentou cronograma nacional detalhado nem participação atual verificada além de caracterizar a meta como uma duplicação.
O ministro disse que quatro anúncios do Green Heat Network Fund nos 12 meses anteriores confirmaram mais de £200 milhões em alocações públicas para 20 projetos de redes de baixo carbono. As fontes citadas incluem centros de dados, esgotos, rios e instalações de energia a partir de resíduos, além de grandes bombas de calor. O fundo também foi ampliado para permitir candidaturas de projetos no País de Gales. Alocações ou candidaturas não comprovam, por si, construção final, desempenho operacional ou reduções de emissões já entregues.
Para redes em operação, McCluskey informou que quase £35 milhões de capital foram alocados pelo Heat Network Efficiency Scheme a 65 projetos, com expectativa de beneficiar mais de 10 mil moradores. Ele disse que a regulação introduzida no início de 2026 dá à Ofgem poderes para agir contra preços injustos ou serviço ruim e estende proteções comparáveis a cerca de meio milhão de consumidores. O Energy Ombudsman pode oferecer reparação em alguns casos, inclusive interrupções de serviço.
O discurso reconheceu que mudanças na orientação política criaram incerteza e apontou financiamento e custo do calor de baixo carbono como barreiras. O governo trabalha com o National Wealth Fund e avalia opções para atrair investimento privado de longo prazo, entre elas um modelo de base de ativos regulada. McCluskey não afirmou que o modelo foi escolhido ou aprovado. Também disse que houve consulta em 2026 sobre padrões técnicos mínimos e que a abordagem final ainda estava sendo analisada após as contribuições recebidas.
Outra frente é o zoneamento de redes de calor. O governo quer que áreas locais identifiquem onde as redes são adequadas, dando mais clareza a proprietários de edifícios e previsibilidade de demanda aos desenvolvedores. O DESNZ espera apoiar pelo menos dez das maiores cidades e localidades inglesas a criar zonas logo após a entrada em vigor das regras; o discurso não informou a data. Assim, as declarações combinam alocações e etapas regulatórias relatadas com metas futuras, intenções políticas e decisões pendentes, sem demonstrar que a expansão inteira já ocorreu.