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A área de construção licenciada na Jordânia aumentou 5,7% nos primeiros oito meses de 2026, para 6,81 milhões de metros quadrados, face a 6,44 milhões em janeiro-agosto de 2025. O Departamento de Estatísticas publicou os dados em 25 de outubro, e a agência Petra noticiou-os. O número de licenças emitidas pela Municipalidade da Grande Amã e pelos municípios locais também subiu 3%, para 16.771, contra 16.276 um ano antes.

A habitação representou a maior parte da área licenciada. A área residencial atingiu 5,6 milhões de metros quadrados, mais 12% do que os 5,0 milhões no mesmo período de 2025, e correspondeu a 81,8% do total. A área não residencial seguiu em sentido oposto: recuou 14,5%, para 1,24 milhões de metros quadrados, face a 1,45 milhões, equivalente a 18,2% do total de 2026. Os números medem área licenciada, não edifícios concluídos, início de obras, vendas ou espaços ocupados.

Os totais nacionais incluem diferentes tipos de licenciamento. Novas construções e ampliações de edifícios já licenciados somaram cerca de 4 milhões de metros quadrados, ou 59,5% da área licenciada, mantendo-se globalmente estáveis face aos primeiros oito meses de 2025. Os restantes 40,5% corresponderam a licenças retroativas para edifícios existentes, construídos sem licença anos antes e regularizados durante o período de recolha dos dados. Esta categoria significa licença para uma estrutura existente, não construção nova em 2026.

A região central concentrou 72,5% da área licenciada, mais 1,4 pontos percentuais na sua participação do que um ano antes. A região norte representou 21,7%, mais 1,2 pontos, e a sul 5,8%, menos 2,6 pontos. São parcelas do total, não taxas de crescimento de cada região. O resumo da Petra não apresentou os totais regionais em metros quadrados, e as participações não revelam, por si só, quanto foi concluído.

O Departamento também publicou a área residencial licenciada por habitante e província. Na província de Amã, o valor foi de 0,666 metros quadrados por pessoa; em Zarqa, foi de 0,108, o valor divulgado mais baixo. Estes indicadores dividem a área residencial licenciada pela população; não medem a acessibilidade financeira da habitação nem o acesso das famílias. O resumo da fonte não esclarece o âmbito geográfico do denominador usado nestas taxas, pelo que devem ser entendidas como rácios publicados pelo Departamento, não como estimativas da oferta habitacional disponível para cada família.

Os dados abrangem licenças emitidas entre janeiro e agosto pela Municipalidade da Grande Amã e pelos municípios locais. Não estimam toda a atividade de construção, e a fonte não indicou custos, financiamento, datas de conclusão nem oferta habitacional esperada. A área licenciada crescer mais depressa do que o número de licenças também pode refletir diferenças de dimensão e composição dos projetos; o comunicado não contém pormenores para estabelecer a causa. É um indicador administrativo da área planeada ou regularizada, não uma previsão de produção ou procura para o resto de 2026.