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A TotalEnergies SE e a concessionária estatal Sonangol anunciaram avanços de engenharia para o desenvolvimento conjunto das descobertas submarinas Cameia e Golfinho, no Bloco 20/11, na Bacia do Kwanza, em Angola. Situado a cento e cinquenta quilômetros a sudoeste de Luanda sob lâmina d água de 1.700 a 2.000 metros, o empreendimento marca o primeiro polo comercial do pré-sal em águas ultraprofundas no país.

A diretriz técnica apoia-se em uma unidade flutuante de produção, armazenamento e alívio (FPSO) eletrificada e conectada a uma malha submarina padronizada. O FPSO terá capacidade de processamento de setenta mil barris diários de óleo e módulos de compressão de até cento e cinquenta milhões de pés cúbicos de gás associado por dia.

Visando mitigar a pegada carbônica, as plantas de topo do FPSO contam com acionamento elétrico integral, sistemas de cogeração térmica e recirculação fechada de gás de tocha. O excedente de gás natural será escoado por gasoduto submarino dedicado até a fábrica da Angola LNG em Soyo, eliminando a queima rotineira em flare.

Estudos geomecânicos e sísmicos atestam que os carbonatos do pré-sal ostentam alta permeabilidade, forte pressão confinante e petróleo leve de baixo teor de enxofre. Avaliações de escoamento garantem a eficiência do isolamento térmico nas tubulações para evitar hidratos sob as temperaturas do fundo oceânico.

A TotalEnergies e a Sonangol destacaram que o projeto do Kwanza abre uma nova fronteira petrolífera para Angola. A joint venture atua em sinergia com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis para homologar os contratos EPC e engajar os estaleiros de fabricação em Lobito e Ambriz.

A TotalEnergies frisou que o uso de árvores de natal submarinas padronizadas e monitoramento multifásico de fluxo garante elevada disponibilidade operacional e minimiza manutenções em alto-mar. O consórcio aprimora as bases logísticas no litoral angolano para agilizar trocas de turmas e transporte de cargas marítimas.